Joan Planas, videoblogger español, postou em seu blog uma linda cena do filme Luzes da Cidade. O post explicando a genialidade de Charlie Chaplin aplicada a esta cena, ficou tão bacana que achei melhor fazer uma tradução livre de parte do que li por lá, ao invés de apenas colocar o vídeo por aqui.

Charlie Chaplin, como criar um gênio do cinema

Por mais talento que tenha, um artista, como em qualquer outro trabalho, se faz, não se nasce, Chaplin sabia muito bem disso, não perdia a oportunidade para aprender e assim formar-se um grande diretor de cinema, quando era apenas um ator.

No cinema, leva-se muito tempo para pensar o porquê de tudo, para que tudo tenha sentido. Se dois personagens têm que se conhecer, há que se pensar porque em um lugar e não em outro, que roupa, que cenário, que palavras, e Chaplin era muito consciente disto.

Para rodar um encontro de “Luzes da Cidade”, Chaplin necessitou de várias semanas de trabalho, já que ele sabia que teria que apresentar duas situações delicadas de uma só vez: Carlitos, o vagabundo, teria que perceber que a florista era cega, e ela, por sua vez, confundi-lo com um milionário.

As tentativas de apresentar este encontro não ocorriam da forma ideal. Segundo informações da produção do filme, quando Chaplin finalmente concluiu a seqüência, já se passavam três meses de rodagem.

Tanto tempo para se gravar uma cena valeu a pena. Veja o resultado:

Os bastidores de um filme nada tem a ver com o que imaginamos ao vê-lo, assim como o que há por trás dos gênios. Eles não nasceram com a genialidade e nem tudo aconteceu como um passe de mágica.

Bateu uma saudade de ver os filmes de Carlitos. Sábado vou assistir O Garoto e Vida de Cachorro. São dois dos meus preferidos.

Via Joan Planas
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